sábado, 7 de agosto de 2010

Quantos Rios Correm nos Lençóis


Quantos rios correm nos lençóis

E deságuam, emaranhados entre nós?

Só rio em seu sossego

Sonho afogado em beijos

Navego em seu corpo para amar

Como um barco sem vela ou cais onde atracar

Destino incerto, marinheiro sem mar

Não espere da vida mais do que aconteça

Esqueça

Toda água do mundo nunca vai acabar

Antes da primeira chuva cair

Suas lágrimas irão secar

Ardente, nosso leito

Vai derramar desejo

Em ondas nosso amor se espalhará

Letra de Pedro Paula e Marcos Gabriel Lisboa

Frases Bivolt

Remédio pra secura
É comer água de chuva


O que o egoísta e o maconheiro têm em comum?
Tudo o que fazem é baseado em suas mentes


É um sujeito perspicaz
Pega as coisas por sua essência

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Flor no Copo D'água

Foto de Josef Sudek

O nosso amor é como a flor no copo d'água

Cujo perfume esqueceu-se pela sala

Quase tão bela quanto a saudade

Tem prazo de validade

Pois quando a flor da natureza é separada

Toda beleza seca e torna-se mágoa


Por mais que o tempo vá correndo ou se arraste

Pólen, polemiza qualquer uma relação

E se a gente não resiste à vida e mente

A flor não vira semente

E vai terminar nas mãos

De alguém que vai apenas apreciá-la

E pôr pra morrer de sede a flor no copo d'água


Eu não queria que tudo terminasse assim

Pois eu costumo insistir até o fim

Amor gostoso feito uma caixa de chocolate

Mas acabou antes que você chegasse